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Marcos Ghesla

Sobre

Se me botarem pra conversar com uma parede, eu saio amigo da parede. Isso explica bastante sobre como eu trabalho: sou gestor de projetos e a parte que mais gosto é justamente navegar pela diversidade de pessoas — culturas, formas de pensar, jeitos de resolver problema. Aprendi mais sobre trabalho em grupo depois da faculdade do que durante ela. A universidade ensina a tolerar o colega difícil; o mercado te ensina que o colega difícil às vezes é o mais competente da sala.

Fora do trabalho tenho mais hobbies do que tempo — e tudo bem com isso. O que eu protejo com mais cuidado é o ritual de ouvir música: sem fazer mais nada, sem segunda tela, sem tarefa paralela. Só o álbum. Tem algo que se perde quando música vira trilha sonora do que você está fazendo, e eu prefiro não perder.

Leio bastante, mexo com tecnologia em casa. Volta e meia decido começar algo — academia, corrida, o que for — sem muito planejamento. O importante é começar e ir ajustando no caminho.

Este site é mais um exemplo disso. Já escrevi pra blog de humor, já comecei projetos e não dei continuidade. Agora estou numa fase de desova — colocando em prática coisas que ficaram paradas — e esse foi um dos primeiros. Se o algoritmo não entregar, tudo bem. Se ninguém vai sair do scroll infinito do Instagram pra ler um blog que toma mais de um minuto, tudo bem também. A ideia é só tentar ser real — e se chegar em alguém, que seja de forma orgânica.